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 [FP] Sában de Escorpião

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Agma de Alraune
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MensagemAssunto: [FP] Sában de Escorpião   Dom Ago 07, 2016 9:47 pm






Nome : Sában Flowers Deckart.
Sexo : Masculino.
Idade : 25 Anos.
Veste : Armadura Dourada de Escorpião.
País que Nasceu :Noruega.



Características físicas:

Possui um queixo fino e nariz com traços próximos aos triangulares, Sában tem olhos claros em escala azulada onde enegrece a tonalidade pelos longos cabelos que se estendem pela coluna só morrendo um pouco abaixo das nádegas. A pele é pálida só tendo outro tipo de coloração nas costas, de um rubro galático como uma contusão feita de anos. Uma cicatriz mínima serpenteia a coluna do pescoço ao ombro num ângulo visto de costas só podendo ser percebido com este desnudo de camiseta. Falando em trajes, este mantém um gosto bastante peculiar e clássico como roupas escuras e invernais apesar de ser alguém que não quer arrematar a visão de soberba, cultua gostos em vestimentas muito semelhantes as divindades nórdicas.

Os lábios são pequenos e não tão puxados quanto os olhos possuintes de uma coloração rosada e bem contornada. Tem 1,88 de altura e 75 kg onde é distribuído de forma igual pelos braços que batem na altura do início dos quadris e que são perceptíveis alguns traços de correntes sanguíneas e pernas torneadas ( sem exageros ).



Características psicológicas:

Um homem que gira por volta de controvérsias, Sában não é movido a possessões ou algo que ligue ao poder. É um típico analista e pessoa que quer ter sempre o alfabeto completo na ponta da língua variante as situações que vive como também cortês e respeitoso. Apesar de muito silencioso, ele exala uma essência inquieta e mesmo imóvel, tenta manter parte de sua visão sempre envoltas para as diversas partes possíveis querendo manter contato e controle. Muito difuso entre o explosivo e irritantemente calmo, paciente e  sarcástico, sempre lhe foi preferível que usasse a sinceridade podendo ela ser negra ou não e entre mais, um ótimo artifício para intimidações. Citando isso, Sában é alguém que age de forma ofensiva naturalmente não gostando de ordens  vindas de que não lhe convém ou sem motivos plausíveis. Dificilmente muda de ideia, é um ser vingativo e muito ágil nesta ligação de afetar os demais.

As vezes é considerado um ignorante impotente ou por olhos sadios e sagazes, alguém que leva o seu plano x a uma ação y. Sob voltas, possui grande fraco ao citar em família. Pensar no irmão mais novo o torna por hora, um iceberg de orgulho imperante e lábios completamente lacrados a questão. Contudo, não se é esperado que guarda infinitas incógnitas tanto ao seu tratamento quanto também ao que o menor é capaz de pensar dele. Seu espírito de luta varia a muitas conjeturas e muitas máscaras as quais veste para despistar alguém que seja especulativo ; Impulsivo, dramático, ludibrioso, firme em convicções errôneas e acima de tudo, incapaz de desenvolver sentimentos de compaixão.



História:

Sában não sabia em qual temporada do ano havia nascido. Apenas lembrava-se que  quando piscou pela primeira vez os dois olhos sob a luz, altas risadas indolentes lhe invadiram os ouvidos fazendo com que chorasse. Aquela foi a primeira e única vez que também fizera isto. Fruto de uma união frutífera, mas que trouxe opiniões acirradas por parte das famílias, o garoto desde cedo mesmo sendo criado no campo foi aparentemente levado numa linha rígida e cuidada em muitos aspectos. Melhores exemplos eram valores éticos e tolerância o que mais tarde, foi atendido com êxito ao serem perceptíveis traços influentes a uma pessoa severa e imposta.

Mas eram as consequências que me induziam a querer errar.  Os olhos azulados pareciam procurar de forma minuciosa, uma silhueta familiar pelo recinto. O laço rubro amarrado no pescoço e a bermuda marrom, lhe trouxeram um ar sacro e os fios claros e finos que falhavam a frente do rosto, pareciam atrapalhar a visão que tinha contra um bosque. O lugar não deixava mentir. Era escuro e profundo sem dar exatas descrições de que ali onde Sában estava encostado fosse um dos milhões de inícios, ou uma linha final que levava a pequena vila Norueguesa. De lá esvaia um cheiro de enxofre e quase sempre quando escutava que alguém adentrava aquelas regiões, dificilmente estaria em condições de voltar. E aquilo o ansiava. O deixava curioso.

As vozes que tão suplicantes  o pediam para voltar, apenas fizeram com que o primeiro pé do estudante do primeiro seminário após a escassez, avançasse a frente. Cada qual mais altos estes desejos para que o futuro padre retornasse, era mais um pedaço de seu corpo que se embrenhava ao breu até ver-se totalmente oculto. A primeira sensação ao se sentir na entrada, era de estar sendo vigiado. Acima de seus ombros parecia convergir um peso esmagador o que lherdava-lhe para tomar quaisquer ação apressada. Tudo apelava para ser lógico e convicto a cada uma de suas decisões ; Árvores altas de copas verdejantemente abundantes e mortas. Corvos instalados em cada galho seco e retorcido. Aquele cheiro que parecia o atordoar quase crente que se sobrevivesse, seria somente como um espírito. Muitas reflexões foram iniciadas, mas sem seu final filosófico ao sentir uma corrente fria bater-lhe saudável nos joelhos. Um pulo de espanto o sucedeu uma visão vasta e maravilhada. Não era como diziam. A quem visse o terror dos fundos, jamais imaginariam o paraíso que se deparariam. O riacho era claro como uma tarde quente de verão. Frutos maduros estalavam da nova fauna viva fazendo com que caíssem saborosos sob o campo.

A luz do lugar também o agradara, mas foi num piscar de olhos onde vira o rosto de uma mulher, que despertou.


Tudo não passava-se de um sonho.

Cenas como estas, vinham se repetindo em seus sonhos. Cada vez mais reais e provocativos, tudo desde o encontro que tivera com aquela árvore e o toque contra aquela grande pedra eólica entalhada em latim. Os padres que escutavam avidamente os relatos dos sonhos do garoto,ficavam inclinados se não eram sinais de loucura ou coisa normal que uma criança normal deve  pensar.

Não. Não era assim. Ele sabia disso.

Numa manhã quando o sino badalava acordando a basílica, Sában em meio as sombras vertiginosas e tímidas das velas, convergiu como uma alma para perto de um dos únicos livros da sede para conter traduções daquela pedra. Uma áurea reluzia de suas mãos e seus olhos tão frágeis, pareciam queimar ao contemplar as primeiras palavras. Em poucos segundos que procurava efusivamente o significado do que se lembrava, descobrira que era uma pergunta. Algo não entrava-se no contexto. Termos, charadas, questões humanas… Tudo levava a algo impossível de contatar. Já que levava-se a um grego secular :

- Grego? Nunca citamos isso na teologia. - Os cabelos escuros desaguavam-se contra as letras ao colocar-se de bruços com uma lamparina já de anos de uso e uma lupa degradante a um tom de bronze gasto. Um vento gélido sopra contra suas costas fazendo com que se virasse em um salto, encurralando as páginas amareladas contra a longa lona avermelhada :

- Quem está aí? Já irei orar. Preciso… - Sua frase ficou inacabada ao sentir um forte cheiro de incenso lhe rasgar a mente permanecendo-se imóvel. Fios caíam a seus pés, mas era impossível perceber de onde vinha. Foram somente em questões de minutos que podê perceber que aquilo formava um rastro sucinto e consequentemente também, o impunha em perigo a cada passo desviando-se da rotina dos frades. Não que singularmente o importasse, porém num lugar como aquele NADA deveria ser feito sem opiniões superiores. Respirou cerca de nove vezes antes que tomasse coragem o suficiente para seguir a única prova elementar de que o que sonhava, não se passava de mimetização. Atravessou o circuito de pedras que interligavam as capelas internas até ouvir uma voz. Por garantias, não se alarmou praticamente ciente de que qualquer coisa pequena fosse um sinal :

Você tem mesmo certeza, que irá seguir uma coisa que não consegue ver? Não consegue tocar? Seguir? Como tem coragem de arriscar-se desta maneira? Mesmo a luz que impregna a sua pele, você acha mesmo que usar a fé em um fenômeno vai trazer respostas? Sában. Sempre imaginei que fosse mais inteligente e seguro em todas as suas ações.


Se o conjunto tivesse sido proferido dos céus para o deixar em dúvida, a tacada havia sido perfeita. Com todo o ocorrido e atos que o levaram a empurrar a porta do oratório velho dando acesso a parte abandonada e coincidente também, as folhas secas e invernais da floresta. Temor. Com os lábios mordidos nem se quer quis refletir sobre o dito de antes. Poderia muito bem perder as esperanças que tivesse algum dom como segundo Deus relatava nos escritos.

A aurora plainou sob a mesma miragem vinda de seus sonhos, mas foi no escaldo deste que seus olhos pareciam escorrer de sua face até ficar diante a um outro cenário. Pilares. Torres e correntes douradas pelo chão o saldavam. Um homem alto e muito mais velho deste então repousa sentado de olhos cerrados deixando com que a íris deslizasse inerte por debaixo da pele. Era desnudo de camiseta onde o fez perceber algo diferente. Um escorpião serpenteava a esquina da clavícula direita contra o pescoço com traços grossos, violentos e fortes. Sua boca entreabriu no mesmo minuto em que ouvia uma respiração abafada e quente marcar sua nuca. Cambaleou aproximadamente quatro passos a frente de seu nariz encarando o rostro alheio de forma contemplativa. Uma duplicata perfeita ou um irmão gêmeo?

No fim daquela mesma tarde, Sában soube que não poderia mais voltar. Não conseguiria também, já que descobriu quais eram as vozes que conversavam pelos seus sonhos. Era realmente duas almas. Dois irmãos gêmeos.  
Foi com ambos que pudera perceber que seus truques através do sono, fossem um sinal de persuasão a energia que era emitida de seu corpo. Uma luz irreal a uns e bastante confortante a este que com o tempo passou a aprender suas propriedades e aplicações.

Basicamente, tempos depois abriu-se o suficiente para tanto mostrar a sua história longe de sua família como também conhecer o lugar com mais clareza. Estava certo ao assimilar que era uma cidade grega e mesmo que o motivo explicado pelas duas metades sobre um ato “humilde” em oferecer a vida em prol de outras pessoas que nunca se quer viu na vida, acabou fazendo com que se  rendesse e assumindo a figura de um aprendiz. Jamais um dos melhores. Sában era contrário demais a sistemas. Excêntrico de mais e condizente de menos. Certas colaborações com os demais jovens da península,despertavam incertezas com relação a sua pessoa. Desarmava estratégias. Refazia rotas reparando grupos míseros e batia o pé contra a palavra dos dois mestres.

Isso se repetiu até um dia frio onde próximo ao riacho principal de Atenas,  transbordar dificultando o trecho comercial e muito apesar que aquilo não agredisse a classe em que estava, assistia de perto o que era sensação de terror. A causa não era simplesmente uma revolta da natureza. Era um ataque. Um ataque tão bem planejado e aplicado que nos primeiros minutos, vítimas já haviam sido feitas, corpos mutilados e crianças abandonadas. Que fim de mundo era aquele que havia parado para assistir confusões? Tudo era estranhamente interessante e isso provocava-lhe medo. No mesmo dia em que acordasse respirando, no outro poderia muito bem amanhecer morto. Fora o sentido carnal. A derrota. Isso o feria com mais profundidade do que qualquer faca, qualquer mistura mórbida de golpes. Um intelectual nunca aguenta um cérebro maior.

[...]

Mesmo de cima de uma pedra, sua visão foi capaz de elaborar um estímulo vertiginoso capaz de fazer seu estômago embrulhar amargamente. Ali anuindo a cada diretriz de um dos irmãos que vestia-se de dourado com desenhos de escorpiões ornando a região dos ombros, lançou o corpo a frente das sombras fracas que se formavam pela relva densa. Um som alto e de fácil propagação fora irrompida de cima de seus ombros e logo não demorou para enxergar um vulto cair a sua frente.  Mestre Aenias. Os braços abertos e as pupilas dilatadas não faziam mentir. Quando o rosto tomou ânimo para procurar quem ousara fazer aquilo, eis que olhos grandes e redondos jorravam luzes vermelhas lancinantes como um grito de emergência. Foi neste minuto que Sában retomou clareza do campo, tomando o corpo do mais velho sem vida para perto de si.  Existiam duas manoplas que revestiam as mãos intocáveis do falecido fazendo-o curiosamente puxar o material e inspecionar o local. Um corte em cheio em um dos pulsos, fez com que o sangue se esvaísse e com isto um aroma de sangue o acertou. Suas mãos tingiram-se de vermelho tão rápido quanto o imaginado e com isso, a ardência. Sempre soube que Aenias diferente de Anton, era uma pessoa reclusa e que reservava até mesmo as condições físicas com trajes pesados. Agora tudo ficava cada vez mais óbvio. O seu sangue era perigosos, corrosivo extremamente ácido.

Desde aquele dia, o santuário onde já era cuidado, perderam um cavaleiro de patente alta e ganharam um enfermo. O rapaz em coma pelo venenoso estado deplorável de quem cedo lhe ensinava,  estava fora de expectativas. As mesmas regiões atingidas pelo sangue derramado, ficavam intactas e enfaixadas com longas extensões de ramos de louros. A respiração ia e vinha conforme as novas ilusões :

- Aenias possuia este sangue pela patente. Nem mesmo eu, poderia tocá-lo sem tomar cuidados. - Discursava Anton de braços cruzados diante do corpo. Do irmão, via marcas inacabadas e enrubescidas enquanto no menor, um púrpura galático a maquiar o ombro antes alvo ficando praticamente irreconhecível.

Dias, semanas, meses e anos. Sem despertar e sem mover um único dedo. Até mesmo a presença dos curandeiros e ansiões do lugar eram inúteis. Concretizavam que seu corpo estava preso a outra dimensão em que na qual não poderia voltar.

Sem esperanças, um enterro fora marcado. Por muitas conjeturas e receios, a localidade precisaria ser afastada. Levando em lógica, o antigo escorpião poderia ter marcado todas as particulas impuras que levou tempos para esconder e como um dominó, o aprendiz precisaria de algo a altura. Em menos de uma semana um embalsamo de vidro erguia o corpo desperto com cuidado a ultrapassar as fortes investidas dos raios da manhã, descendo degraus desde o topo para o início - que por mais que ensejassem, era uma corrida contra o relógio.

Conclusivamente a cada densidade dos declives do campo aumentasse, maior o perfume vindo do homem aumentava e como garantias, o corpo ficou as traças ao meio da escuridão e do destino.

Mas o que aconteceu não foi justificado para a sua outra realidade e por incrível que parecia, o garoto deixado nem se quer fez questão de voltar ao passado.  Uma ótima essência hiperconsciente ou não, estavam fora da questão. Quando abriu os olhos e piscou cinco minutos freneticamente para acostumar-se a neblina local, suas mãos eram envolvidas e depois molhadas. O cheiro do ambiente também era muito peculiar. Era úmido e pesado, uma sensação sonolenta não o deixava se levantar. Ao mesmo tempo que tinha ali uma posição confortável, contusões espalhavam-se com grande facilidade ao entorno do tórax. Bruscamente também, uma das almas que arredomavam o local ergueu o dedo mindinho do vivo depois, o anular e por fim estava aparamentado. Higienizado e invocado especialmente para a realidade, já com vinte anos vividos, o ar parecia não lhe contaminar como a primeira vez de ida. Os panos mesmo que esfarrapados, não o inibiram de andejar estradas e plantações de volta. O despertar de uma das íris avermelhadas na chegada das escadarias, o fazia apenas se inclinar numa reverência antiquada disparando lentamente contra cada casa.

Anton já estava velho e podê assistir a cena menos esperanda ; Chegado do breu e com a mesma áurea ressonante, o mesmo ia para pegar o que concordava ser dele, a gloriosa armadura dourada de Escorpião.
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MensagemAssunto: Re: [FP] Sában de Escorpião   Dom Ago 07, 2016 10:04 pm

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